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A praia estava vazia,
A maré era rasante,
Havia pequenas conchas
Como aquarela na areia.

O sol despontava morno
Era um dia de inverno
À noite se dissipara
Uma frente fria.

As dunas em movimento
em um ritmo de um adágio
O caminhante não se dá conta
Do tempo, sem relógio ou celular

Há muito não percebia
O quanto esse encontro
de terra e mar, de mar e ar
me propiciava paz de espírito

Na enseada da praia do foguete
– Me perdoem não sei o motivo do nome –
Encontrei um barco ancorado
E lá havia uma inscrição

“É melhor ser craque
no esporte, marujo
do que morrer afogado
no vício do crack”

Fiquei encantado
com esse pensamento
tão singular
quanto necessário

Época de tantas drogas
das noites de insônia
dos dias de penumbra
destes jovens qual zumbis

Que deitam-se nas esquinas
Se escondem sob os viadutos
enrolam-se no que encontram
e criam um mundo de ilusão e abandono.

Poema escrito em Cabo Frio – RJ, em 15-9-13.

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