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Decerto não foi apenas

uma angústia passageira,

dessas que brota,

como gota de sereno.

 

Havia uma melancolia,

que não se escondia,

por entre os sulcos

da face contraída.

 

A noite de penumbras,

o sono entrecortado,

entre ondas agitadas,

não dera descanso ao barco.

 

E agora, na manhã

que ainda espreguiça,

convocada a despertar,

antes da hora, o que dizer?

 

Como suportar este fardo

que se assenta no ombro?

Envergado feito vara de bambu

Em cacho no pé feito fruto de babaçu

 

E ainda que se dissipe

feito nuvem no agreste

esta surda melancolia

é ameaça de chuva que não vinga…

Poema introspectivo escrito em 26-Fev-14.

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