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Um súbito desejo me domina,
sabe, aquela vontade de correr, gritar, uma chama 
algo de soltar o corpo, libertar a essência…

Pois hoje sorri, feito criança, alma adentro,
percorri um pouco do tortuoso caminho
por mim tantas vezes afrontado e esquecido…

Enfim, será que um dia encontrarei o sorriso?
Que paire no ar a dúvida que acalenta o sonho
O que me importa agora é ser “eu” um pouco…

E deixar, ficar a ouvir os pássaros
O luar surgir por trás dos outeiros
E o amor em flor brotar nos canteiros…

Que fluam as águas do verão
O outono desperta-me dos sombrios pensamentos,
As árvores cobrem-se de folhas e sabe Deus quantos frutos darão.

E nesta elegia me pego sorrindo
feliz, saltitante, caminhando
ombro sem fardo, vida mais leve
e com a sensação de pousar suavemente…

de volta de minhas abstrações,
para curtir todas as emoções,
que esta vida fecunda
me doa esta oportunidade única.

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