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Alberto José de Araújo nasceu em Santanésia – vila operária – distrito do município de Piraí-RJ, em 1954.  Desde os tempos do antigo curso ginasial, se afeiçoou à literatura clássica e poética. Por intermédio dos mestres de português, dentre eles os professores Aldo e Augusta foi apresentado às obras de Fernando Pessoa, Manuel Bandeira, Castro Alves, Drummond de Andrade, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Machado de Assis, e Cecília Meirelles, dentre outros.

Mais adiante mergulhou na leitura das grandes obras da literatura universal, passando por Platão, Verne, Miguel de Cervantes, Dostoievski, Tolstói, Asimov, Sartre, Camus, Morris West, Hesse, Cronin, Hemingway, Huxley, Victor Hugo, Neruda, Llorca, Casaldáliga, Gabriela Mistral dentre outros imortalizados por suas obras universais.

Compôs os primeiros sonetos e acrósticos aos 11 anos. Antes disso rabiscava pequenos contos de fatos cotidianos. Ao vir para o Rio de Janeiro iniciar o curso preparatório para o vestibular em Medicina, passou a escrever com frequência.

No período da faculdade datilografou seus dois primeiros livros em uma antiga máquina Remington, com poesia inspirada em temas românticos, humanistas, sociais e políticos, no calor dos movimentos estudantis da época, porém não chegou a publicá-los, limitando-se a postar diariamente no Mural do Alojamento dos Estudantes da UFRJ, com pseudônimo.

Atualmente trabalha como médico na UFRJ dedicando-se à pneumologia e saúde pública, e assistindo pessoas dependentes do tabaco e de doenças respiratórias causadas por exposição no trabalho.   

Alberto define sua poesia como “necessária à sua própria compreensão do mundo, tornando-se ponte para a travessia rumo ao desenvolvimento espiritual e, além de ser uma forma de terapia existencial”, é também uma forma de não deixar passar em branco as injustiças e dramas do mundo, como um registro fotográfico ou uma pintura, que propicie a reflexão, discussão, tomada de consciência e ação.

A influência dos movimentos libertários da América Latina, particularmente da poesia revolucionária de José Martí, de Leonardo Boff, Frei Beto, Dom Hélder Câmara, Ernesto Cardenal, Eduardo Galeano e Mário Benedetti, produziram um modo de pensar humanista, comprometido com as transformações do mundo.

A leitura de um Cristo libertador, com metáforas transcendentais, permitiu valorizar a fé no ser humano e às suas crenças; a buscar no campo da utopia de um Don Quixote, a concretização para os grandes sonhos de uma humanidade que seja justa, solidária e libertária. Os seus novos projetos incluem o lançamento para 2014 dos livros “Impressões em Gotas De-Vidas”; “Peregrino das Letras – Livro de Acrósticos”; “O Pão do Amor” e “Gotas de Esperança – Crônicas & Contos” .

Além da literatura poética, Araújo tem dedicado a organizar e a participar de capítulos de livros técnicos na área de Medicina e Saúde Pública, particularmente em Saúde Ocupacional, Pneumologia e Tabagismo. Os seus próximos projetos incluem um livro especial para as pessoas que desejam parar de fumar e outro livro sobre a perspectiva humanitária dos cuidados em saúde.

Alberto tem atuado em atividades de advocacy no campo médico-social, na luta pelo banimento do amianto, pela melhoria da saúde e educação públicas e no controle do tabagismo.

A poesia é um dos meios que usa para ensinar a medicina, dar palestras e tratar os fumantes. Sonha ver a humanidade caminhar para um futuro de maior compromisso planetário, solidariedade e desenvolvimento da espiritualidade. A vida, em si, é poesia.

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